quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Os Enteógenos do Norte

O Uso dos Enteógenos pelas Tradições do Norte

O neologismo “enteógeno”, segundo o antropólogo Edward MacRae, deriva do grego antigo “entheos” que significa “deus dentro”; e significaria portanto “o que leva o divino para dentro de si”. É um termo comumente usado para se referir a plantas ou fungos com capacidade para alterar a consciência e percepção.

Os enteógenos são usadas na bruxaria a mais tempo do que possamos imaginar, por praticantes experientes ou sob devida orientação. Diferentemente das plantas narcóticas (que levam o usuário à uma realidade exterior não existente) e alucinógenas (que levam o usuário a perceber o ambiente ao seu redor a partir de sua própria Sombra(1) e então formar conexões com ele), as plantas enteógenas levam o usuário a um encontro consigo mesmo, fazendo com que olhe para dentro de si.

As plantas de poder são “instrumentos” sagrados nas mãos de sábios e experientes feiticeiros, e os auxiliam na busca por respostas. Utilizadas dentro de um contexto ritualístico, elas possuem a habilidade de levar o bruxo a uma jornada de encontro com sua verdade interior.

Como todo alterador de consciência, é utilizado com cuidado e responsabilidade. Embora estudos recentes possam apontar os efeitos mais comuns, indivíduos diferentes respondem de maneiras diferentes(2). E todos os ricos são considerados por qualquer Magister antes de oferecer o Cálice aos seus irmãos.

Nas práticas mágicas da Escandinávia Medieval, por influência do xamanismo norte-euro-asiático, temos relatos/indícios do uso das seguintes plantas e fungos:

:: claviceps purpurea
:: psilocybin mushrooms
:: psilocybe semilanceata
:: stropharia spp.
:: banisteriopsis spp.
:: amanita muscaria
:: atropa belladonna
:: hyoscyamus niger



Notas:

(1) Eu Interior, Mente Profunda.

(2) Isto também diz respeito a questão do vício, embora acredita-se que os enteógenos não causem dependência. Talvez, devido também ao seu uso sacro não rotineiro e a observância dos mais velhos.

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